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Adélia Carvalho

BIO (3.ª pessoa)

Adélia Carvalho nasceu numa pequena aldeia de Penafiel, cidade do distrito do Porto. Última de sete filhos, cresceu muito influenciada pela figura do avô materno, Francisco, grande contador de histórias. Durante as ausências da mãe, sempre muito atarefada e a trabalhar fora de casa, Adélia procurava refúgio junto dos gatos e dos cães que ia encontrando e a procuravam (e que, por vezes, ela escondia em casa e alimentava durante vários dias).

É licenciada em Educação de Infância, pela Escola Superior de Educação do Porto. Lecionou em diferentes escolas durante alguns anos e hoje dedica-se exclusivamente à escrita e é uma grande defensora dos direitos dos animais (colaborando frequentemente com a Associação Animais de Rua).

Abriu a Livraria Papa-Livros e fundou, com a ilustradora Marta Madureira, a editora Tcharan.

Adélia Carvalho tem marcado presença nos mais diversos eventos literários, como as Correntes d’Escritas, o Festival Literário da Madeira e o LeV – Literatura em Viagens. Tem também representado Portugal em comitivas internacionais, como: Bologna Children’s Book Fair, Filbo – Feira Internacional del Libro de Bogotá,VI Seminário Internacional «Literatura y Pecado» – Universitat de les Illes Balears e Shangai International Children’s Book Fair.

Livros editados: O Livro dos Medos (Tcharan). Matilde Rosa Araújo – Um Olhar de Menina (Tcharan); A Crocodila Mandona (Tcharan); Elefante em Loja de Porcelanas (Tcharan); Nadav (Tcharan). Era uma Vez um Cão (Tcharan); O Rei Vai à Caça (Tcharan); Abrigos (Tcharan); Wonderporto (Tcharan); A Inocência das Facas (org. e colaboração como autora; Tcharan); O Espelho (La Fragatina); O Homem da Mala (La Fragatina); A Vaca Que Lia Livros (La Fragatina); Secretos (Editorial Panamericana).

Livros premiados: O Livro dos Medos, menção especial do Prémio Nacional de Ilustração, 2009; A Crocodila Mandona, menção especial do Prémio Nacional de Ilustração, 2010; O Rei Vai à Caça, finalista do Prémio Sociedade Portuguesa de Autores, 2013; A Inocência das Facas, Prémio VIDArte – A Arte contra a Violência Doméstica, atribuído pelo Governo de Portugal, 2015; O Homem da Mala, Prémio Little Hakka, China, 2017.

Os seus livros estão traduzidos e editados em diversos países, como: Brasil, Colômbia, México, Peru, Argentina, Canadá, Alemanha, Áustria, Suécia, Espanha, Itália, Estados Unidas da América, Austrália, Coreia do Sul e China.

 

BIO (1.ª pessoa)

Nasci numa pequena aldeia do norte de Portugal. Aí aprendi a trepar às árvores para comer os primeiros frutos de verão, a falar com os animais, a tomar banho nos ribeiros em dias quentes e a brincar com as outras crianças da aldeia até o sol desaparecer. O meu maior amigo era um cão, o Brinquedo, que me acompanhava para todo o lado e me deixava abraçá-lo sempre que eu estava triste.

À medida que ia crescendo, herdava as roupas das minhas cinco irmãs: roupas, com os remendos que a minha mãe lhes punha, bem mais coloridas do que quando eram usadas pela primeira vez.

Quando fui estudar para a cidade, comecei a frequentar a Biblioteca. Fiquei surpreendida e feliz ao saber que podia levar livros para casa sem os comprar. À noite, lia histórias ao meu avô Francisco, que não sabia ler.

Cresci com a insegurança de quem tem de descobrir os caminhos sozinha, mas também com a força das árvores que sabem aguentar o vento e a chuva.

Licenciei-me em Educação de Infância, conto e escrevo histórias para todos.

Detesto os cobardes que matam e torturam os animais. Sempre que posso, participo em campanhas de proteção da vida animal.

Tenho mais de uma dezena de livros publicados, em Portugal e noutros países.

Gosto de comer laranjas ao pequeno-almoço.

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