ARTES VISUAIS

Dia 23 NOV

20:00H | Inauguração da exposição O que dizem as paredes: almada Negreiro e a pintura mural

Programa Artes Visuais de 23 novembro 2018 a 4 fevereiro 2019
Instituto Cultural Cabañas | Exposição

Apresentação
José de Almada Negreiros (1893-1970) foi um artista que se desdobrou pela escrita, pelas artes performativas e pelas artes plásticas. Da poesia à dança, das artes gráficas à lanterna mágica, experimentou variadas linguagens e marcou a vanguarda e a modernidade em Portugal, bem como em Madrid, onde viveu e trabalhou cinco anos. A partir de 1933, a ditadura do Estado Novo passou a controlar de forma mais intensa e programática a produção cultural. Os artistas modernistas que se tinham destacado nos anos anteriores respondem a encomendas estatais, de que dependem economicamente, sobretudo para trabalhar na decoração de edifícios e obras públicas. Almada Negreiros fará azulejos, vitrais e pintura mural. Os seus murais impressionam pela dimensão e pelo tratamento dos temas, e embora obedeçam aos constrangimentos e orientações obrigados pela encomenda, mostram por vezes humor e irreverência. As pinturas murais que fez nos anos de 1940 para duas Gares Marítimas são contemporâneas da emergência de um movimento artístico de oposição ao regime, o neorrealismo, protagonizado por jovens artistas antagónicos dos modernistas, que abraçaram entusiasticamente o modelo dos muralistas mexicanos e a quem Almada Negreiros não deixou de estar atento. Esta exposição dá a conhecer os murais deste pintor português, em particular nas duas Gares Marítimas, importantes pela sua extensão, o seu conteúdo político — causador de uma polémica que quase levou à sua destruição pelo governo de Salazar — e testemunhos de um possível diálogo com a pintura mural da América Latina.

Dia 24 NOV

17:00H | Inauguração Da Exposição Variações Sobre Uma Tradição: Dos Lenços De Amor Aos Bordados Com Poesia​

Programa Artes Visuais de 23 novembro 2018 a 4 fevereiro 2019
Museo Regional de Guadalajara | Exposição

Apresentação
No ano em que Portugal é o convidado de honra da Feira do Livro de Guadalajara e no âmbito da programação paralela a este evento, entendeu-se promover uma exposição que parte de um objeto tradicional português – o lenço de amor – através do qual as mensagens de amor foram sendo transmitidas ao longos dos tempos.
Atendendo à sua função atual, essencialmente a decorativa, o enquadramento desta exposição e o processo de revitalização das atividades tradicionais num mundo em mudança, entendeu-se promover uma mostra com tripla dimensão:
– A Tradição
– Os Bordados com Poesia
– A Contemporaneidade
O primeiro momento remete-nos para os modelos tradicionais, diferentes tipologias de bordados e representações, de acordo com as classes sociais e as dinâmicas locais.
Partindo desta tradição foram selecionados três excertos de autores portugueses contemporâneos, bordados segundo a tradição de cada uma das localidades, subordinados a uma temática comum – A Paz.
Finalmente a contemporaneidade. De que forma se recupera a tradição nos diferentes locais. Novo design, novos modelos, novas soluções.

Dia 24 NOV

20:00H | Inauguração da exposição Ana Hatherly e o Barroco: num jardim feito de tinta

Programa Artes Visuais de 24 novembro 2018 a 4 fevereiro 2019
MUSA | Exposição

Apresentação
Artista plástica, realizadora, tradutora, escritora, Ana Hatherly (Porto,1929 – Lisboa, 2015) foi também professora catedrática de literatura barroca. Com a sua investigação revalorizou esse período histórico, revelando uma profunda afinidade entre os experimentalistas do século XX, de que fazia parte, e os seus antecessores dos séculos XVII e XVIII. Esta exposição-ensaio procura mostrar essa relação de familiaridade – no entanto, numa inversão temporal de sabor seiscentista, como num mundo ao invés, não mostramos apenas a influência do Barroco na obra da artista, mas como ela o influenciou, como o reinventou, afastando-se do formalismo superficial, que definia o Barroco como excesso decorativo, dirigindo-se à alma barroca, ao seu modo de ver e de se orientar no mundo.
Foi nos ensaios de Ana Hatherly que encontrámos o fio que nos guia nesta exposição, as categorias da mundivisão barroca que se revelam também na obra plástica e poética da artista: o Labirinto e as suas dobras sobre dobras; o Tempo, e a consequente aposta paradoxal no Jogo e na Morte; a Alegoria, e a folia da interpretação que promove; a Metamorfose entre pintura e poesia, entre desenho e escrita. São estes os caminhos que continuamente se bifurcam neste «jardim feito de tinta».

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